Pensamentos

Novembro 13 2009

 

Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante,
às vezes inglória, à espera de um resultado compensador. Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno.
Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo.

 
À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou :
"Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida.
O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu".
Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu.

 
Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando:
"Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar.
As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter".
Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro.

 
O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer. Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados.
Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção.

 
Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro
publicado por pensamentoslucena às 10:09

Novembro 13 2009

 

 

 

 

 

É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto.

Quando se é adolescente pensa que viveria melhor sem ela, mas é erro de cálculo. 
 
 

Mãe é bom em qualquer idade.

Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco. 
 
 

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos.

O mundo quer defender o seu, não o nosso.

 
 
 
 
 
 

  

O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro.

Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividado por 20 anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro,

que a gente tenha boa aparência,

e estoure o cartão de crédito. 

Mãe também quer que a gente

tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes

e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.

 
 
 
 
 
 

  

O mundo nos olha superficialmente.

Não consegue enxergar através.

Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento.

O mundo quer que sejamos lindos,

Sarados e vitoriosos,  para enfeitar ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta. 
 

O mundo não tira nossa febre,

não penteia nosso cabelo,

não oferece um pedaço de bolo feito em casa.

 
 
 
 
 
 

  

O mundo quer nosso voto

mas não quer atender nossas necessidades.

O mundo, quando não concorda com a gente,

nos pune, nos rotula, nos exclui. 

O mundo não tem doçura, não tem paciência,

não pára para nos ouvir. 

O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada

dos nossos medos de infância,

das nossas notas no colégio,

de como foi duro arranjar o primeiro emprego.

 
 
 
 
 
 

  

Para o mundo, quem menos corre, voa.

Quem não se comunica se trumbica.

Quem com ferro fere, com ferro será ferido. 
 
 
 
 
 
 

O mundo não quer saber de indivíduos,

e sim de slogans e estatísticas... 

 
 
 
 
 
 

  

Mãe é de outro mundo. 
 

É emocionalmente incorreta:

                        exclusivista,

parcial,

                metida,

brigona,

                    insistente,

dramática,

chega a ser até corruptível

se oferecermos em troca alguma atenção.

 
 
 
 
 
 

  

Mãe sofre no lugar da gente,

se preocupa com detalhes

e tenta adivinhar todas as nossas vontades, 

Enquanto que o mundo propriamente dito

exige eficiência máxima,

seleciona os mais bem dotados

e cobra caro pelo seu tempo. 
 

Mãe é de graça!!!

 

(texto de Martha Medeiros)

publicado por pensamentoslucena às 09:55

Novembro 13 2009
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: 'Digam o que disserem, o mal do século é a solidão'.  Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes,  incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil.
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormirem abraçados, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. 
É preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
 Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais , aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
 
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza.
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois
ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.
Antes idiota que infeliz !

 

(Arnaldo Jabor)
publicado por pensamentoslucena às 09:26

Novembro 13 2009

1 ¶ [cântico dos degraus] Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos.
2 Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem.
3 A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa.
4 Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR.
5 O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.
6 E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.

publicado por pensamentoslucena às 08:18

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