Pensamentos

Setembro 03 2015

 

Aparências contam? Contam sim. Nós é que não gostamos de admitir para não parecermos artificiais.

Se duas pessoas vão se candidatar ao mesmo emprego e uma está arrumada, cabeça erguida, segura de si e a outra mal vestida, cabisbaixa, com jeito de quem está se humilhando para merecer um favor, qual delas tem mais chances de conseguir a vaga? É evidente que é a que tem melhor apresentação.

Isso não significa que ser artificial é importante para vencer na vida. Muito pelo contrário. As pessoas artificiais não vão muito longe, elas podem até ir a algum lugar, mas como não há consistência, cedo ou tarde acabam caindo.

Tudo o que somos interiormente se manifesta no nosso exterior. Todas as nossas dores e alegrias são visíveis, assim como nosso desejo de vencer, chegar a algum lugar. Tudo transparece nas nossas atitudes, na nossa maneira de olhar, de falar, mesmo de andar e no porte do corpo.

Assim, se quisermos mudar a maneira como o mundo nos vê, precisamos desabrochar, como as flores, num abrir de mão, de dentro pra fora, lentamente. Precisamos sarar nossas feridas de dentro, cuidar da nossa alma e da nossa saúde física e mental.

A sociedade não vê sempre o que dizemos, mas nos julga pelo nosso comportamento. Baixe a cabeça e os olhos e diga: "estou muito feliz, eu sou a pessoa mais feliz do mundo..." Não, isso não convence, porque não é real, porque a atitude e o tom de voz dizem todo o contrário.

Precisamos ser autênticos, mas por inteiro. Falamos tanto e tanto em mudar nosso comportamento de maneira positiva, falamos em pensar positivo, em sermos melhores, mas continuamos os mesmos. Desistimos com facilidade, choramos com facilidade, nos desesperamos com facilidade.

As aparências contam sim... quando elas vêm de dentro pra fora. Não é a cor dos olhos que conta, mas o brilho que os acompanha, o sorriso deles no canto do rosto... que refletem o que há no coração.

Ninguém precisa sair dizendo: "eu sou o melhor, o mais bonito, o mais feliz, o mais inteligente." Só de olhar para uma pessoa assim o mundo reconhece.

Não se compare a ninguém, defenda seus direitos, seja alguém.

Vista-se para a vida do seu melhor eu. Mas vista, primeiro, seu eu interior. Encha-se de coisas boas, que farão de você um excelente candidato a um cargo, a uma bolsa de estudos, a uma vida a dois. Para convencer os outros, convença-se a si e viva em função disso.

 

Letícia Thompson

publicado por pensamentoslucena às 12:29

Setembro 03 2015

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Existem dois tipos de orgulho. Primeiro, o sentimento de satisfação de si próprio, que é positivo, se não demasiado. O outro, negativo, é aquele que coloca barreiras entre nós e as outras pessoas.

É bom o sentimento de satisfação quando empreendemos alguma coisa e vamos até o fim com vitória. Sabemos que nos esforçamos e que valeu a pena. A alegria interna que chega em forma de paz e serenidade, a felicidade calma, nos recompensa de todo o possível sofrimento da caminhada. Bom estar feliz consigo mesmo, se dizer que se quis e que se chegou lá.

Mas vejamos a outra face: o orgulho que nos impede de ir adiante. Aquele sentimento que nos separa até das pessoas mais queridas.

Por orgulho não reconhecemos nossos erros. Às vezes até reconhecemos em nós, interiormente, com aquela dorzinha fina de ter que admitir ao menos a si que se está errado, mas de ir lá e confessar a outros é outra coisa. É duro. Está em nós, mas não sai, nos bloqueia, paralisa nossas palavras e nossas ações e seria preciso um esforço sobrenatural para ter que admitir.

E por que não admitimos, não pedimos perdão? Preferimos viver com aquele sentimento angustiante do que ter que nos rebaixar (seria se rebaixar realmente?) a confessar que estamos errados? Quanto tempo jogamos no lixo por causa disso? Nunca passa pela nossa cabeça que muitas vezes quando nos ajoelhamos estamos mais próximos de Deus.

Triste mesmo é quando nos feriram, nos pedem perdão e ainda assim o orgulho nos prende. Quando somos incapazes de fazer com que o amor fique mais forte e maior que a mágoa. Quando o negativo sobrepõe o positivo e ainda assim continuamos na mesma posição, altivos e infelizes. Infelizes sim, porque não é possível ser feliz com tanta infelicidade por dentro.

Há famílias onde existem pessoas que ficam anos sem se comunicar porque um dia alguém fez alguma coisa que magoou o outro. E cada um fica do seu lado, com sua razão, sozinho no seu direito de estar certo e não dar o braço a torcer. Cada qual está atado ao seu orgulho e carrega isso até a morte, onde geralmente se pergunta se não deveria ter agido de outra forma. Mas então já é tarde...

Não teria todo mundo direito ao erro? Somos nós assim tão perfeitos para julgar e condenar os que falharam em alguma coisa?

Quem nunca precisou de perdão? Quem caminhou sempre em linha reta, sem ter tropeçado uma vez ou outra nas estradas da vida?

Não vale a pena deixar de falar com as pessoas porque nos magoaram, não vale a pena não reconhecer nossos erros por medo de humilhação. Não vale a pena deixar de ir a algum lugar porque fulano ou ciclano vai estar presente. Não vale a pena deixar o orgulho dominar nosso eu.

Não vale a pena deixar de viver enquanto vivemos. De bem com a vida, consigo, com o mundo... de bem com todos!

É preciso liberar-se do orgulho que impede de viver. Os pássaros que são livres voam muito mais alto e vêm mais beleza do que os que ficam presos. E eles cantam mais!!!

Sem fardos caminhamos mais facilmente e com certeza seremos capazes de ir muito mais além.

 

Letícia Thompson

publicado por pensamentoslucena às 11:30

Setembro 03 2015

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O mundo é um poço de exemplos de como devemos agir e reagir diante de situações difíceis. E agimos naturalmente, sem questões, quando as coisas envolvem nossas necessidades básicas, sem que ninguém nos ensine o que devemos fazer.

É nato, tanto nos seres humanos quanto nos animais buscar soluções que envolvem a sobrevivência. Sentimos fome, procuramos o que comer, temos sede, procuramos saciá-la, estamos cansados, sabemos que devemos nos repousar.

E quando queremos algo que não está ao nosso alcance, imediatamente procuramos soluções. Pegamos escada, puxamos cadeira, esticamos mais os braços, ficamos na ponta dos pés, nos sentamos no chão... Se queremos ver, ficamos na ponta dos pés, erguemos a cabeça, pedimos licença. Damos o máximo de nós.

Mas nossa atitude ante ao material é completamente diferente do emocional, de quando se trata da alma, do coração, da nossa vida interior.

Quando nos sentimos pequenos e que as coisas fogem ao nosso alcance, ou da nossa vista, temos a tendência a baixar ainda mais a cabeça, nos sentar, baixar os olhos e chorar.

E aí? Por que não puxamos a cadeira das possibilidades, não esticamos os braços do nosso querer, não erguemos os olhos pra ver mais além? É bem natural que se não fazemos nada, nada acontece. Se fazemos, pode acontecer ou não, mas pelo menos não carregaremos em nós o peso de não saber o que teria sido, o que teria acontecido.

Não desista facilmente das coisas que seu coração deseja! Pelo menos não antes de ter tentado tudo. Passamos do lado de muitas coisas simplesmente por que não ousamos estender a mão. Deixamos fugir a felicidade e a insegurança se instala no lugar dela. O medo vence a coragem. Nos julgamos incapazes sem ao menos ter tentado.

Sobrevivência é questão de atitude. Não existem pessoas fracas e fortes, existem as que nunca medem esforços e as que desistem facilmente; existem as que erguem a cabeça e as que baixam os olhos. Essas primeiras nem sempre alcançam todos os seus objetivos, mas sentem-se saciadas e felizes com o que conseguem. É muito melhor ter um pouco do que não ter absolutamente nada. É melhor ser pouco que ser ninguém.

Lembre-se: o horizonte a gente nunca alcança... mas como ele enfeita nossos sonhos!!!

 

Letícia Thompson

publicado por pensamentoslucena às 10:14

Pensamentos, reflexões e otimismo para seu dia!!!
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