Pensamentos

Março 22 2013

 

 

Todos nós conhecemos a necessidade de amar e ser amado. No entanto, quando esta necessidade se torna carência, há algo extra a ser alertado: estamos vulneráveis e desequilibrados.

A origem da carência afetiva encontra-se em nossa dificuldade para receber amor.

É como estar com fome e não ter estômago para digerir.

Mas, como será que nosso estômago afetivo tornou-se tão pequeno?

Fomos nos alimentando cada vez menos, à medida em que o alimento emocional tornou-se escasso ou invasivo.
Em outras palavras, fomos instintivamente diminuindo nosso estado de receptividade ao associar a experiência de receber amor a vivências de insuficiência, abandono ou de um controle excessivo.


A necessidade de ser amado faz parte de nosso instinto de sobrevivência, portanto é algo natural, enquanto seres que vivem em sociedade.

Mas em nossa sociedade materialista onde autonomia é sinônimo de maturidade, muitas vezes esta necessidade é vista como um sinal de imaturidade ou infantilidade. Vamos esclarecer este preconceito: amar só se torna infantil quando se torna uma exigência unilateral: quando queremos apenas ser amados.
Estranhamente, quando quero algo do outro, deixo de perceber a mim mesmo.

Quando preciso do outro, passo a controlá-lo.

Então, ao invés de expressar o meu amor, passo a cobrar por atenção.

No lugar de dizer que amo, digo o que falta no outro para me sentir amada.

No momento em que simplesmente expresso meu desejo, desobrigo o outro de atuar.

Assim, ele já não se sente mais pressionado a mudar e torna-se naturalmente disposto a retomar a relação.
Ao perceber nossas verdadeiras necessidades, desejos e intenções, liberamos o outro da carga de adivinhar o que secreta e indiretamente desejamos. Deixamos de imaginar o que precisamos e passamos a sentir nossas reais necessidades.
Este processo exige auto-observação. Muitas vezes, dar-se conta de algo que nos falta dói mais do que imaginávamos.

Precisamos aprender a sermos sinceros com nossas necessidades frente aos desejos alheios.

Isso ocorre quando nosso sim é um sim verdadeiro.
Não precisamos deixar de ser quem somos ao receber algo intencional de outra pessoa.

Não precisamos usar máscaras sociais comportando-nos como é esperado de nós.

Nem nos sentirmos insuficientes e inadequados se não estivermos em condições de retribuir.

Podemos e devemos ser autênticos!
Nos sentimos amados quando o outro nos aceita tal como somos.

Portanto, dar amor é abrir-se para receber o amor que o outro tem para lhe dar.

Dar um espaço de si para acolher o outro em seu interior.

 

 

Bel Cesar é psicóloga

publicado por pensamentoslucena às 09:34

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